domingo, 30 de maio de 2010

Às vezes a vida resolve nos surpreender.

Destino, acaso, coincidências....

É, todo mundo passa por fases em que parece que tudo isso, o universo, a vida, conspiram contra você. Tudo, mas tudo mesmo, dá errado, e você apenas vai se sentindo cada vez pior.
Sim, é claro, que nos momentos que você pensa, ingenuamente, que nada poderia deixar as coisas mais insuportaveis, a vida se comporta como um desenho animado, e começa a chover.

Uma coisa que sempre tive pra mim, não que eu tenha utilizado muito na minha vida, é que depois da tempestade vem a calmaria. Nunca pensei muito nisso por um motivo: e não seria lógico que depois da calmaria viria uma nova tempestade?
Mas é a vida, fazer o que?
Quanto mais você pensa nela e nos seus problemas tudo parece mais difícil de ser resolvido.
Como é perversa essa tal de Vida.

Pois bem, às vezes ela resolve brincar de um jeito diferente, pra variar um pouco, né?
Bem no clímax problemático eis que ela resolve te aliviar um pouco sem motivo nenhum.
Não você não achou a fórmula ou solução mágica para seus problemas.
Não você não aliviou seus sentimentos conturbados.
E também não, você não deixou de sentir nenhum deles.

Apenas um pouco de bondade que lhe foi oferecida.
E quem somos nós para recusar?
Mesmo que a tempestade volte, ainda que mais cruel e devastadora
é preciso apreciar a calmaria, memso que essa seja rápida, pois se não a valorizamos, porque iriamos querer o fim da tempestade?

Um presente não significa sempre uma recompensa para comportamentos e atitudes.
Um mau aproveitamento da calmaria pode implicar diretamente na piora da tempestade.
Então, aproveite, mas com responsabilidade (é, careta desse jeito).
Nunca desdenhe da vida, do destino, do acaso ou o que seja.
Nunca se sabe o que pode acontecer.
Pode ser ruim, mas pode ser bom.
Pode ser bom, mas pode ser ruim.

L.M.

Obs.: Pois é. Voltando a ser escritora de autoajuda. Droga.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Changing...

Olá você que está por aqui lendo esse post, seja por acaso seja intencionalmente.
Devo adverti-lo que resolvi abandonar meu pseudônimo (L.Hobbit) para escrever em meu próprio nome.

Mera questão de crise existencial artística.

Quanto a textos inéditos estou a aguardar novos contatos da minha coautora, a inspiração (ou talvez a real autora).
Enquanto isso, restrinjo-me a estudar, a língua portuguesa também, obviamente, para trazer-vos textos de melhor qualidade, além de buscar passar no vestibular claro. =)

Para viajantes de primeira viagem a linguagem que se apresenta não é de uso comum da autora que está a fingir um posicionamento formal diante de uma situação talvez sem importância.

Saudações L.M.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cinza pássaro desamparado

Estava eu a vagar
por essa imensa cidade
cinza,
todos os tons a brilhar.
O Céu era nublado e parecia não haver esperança.

A rotina me consumia,
já não prestava atenção na vida.
Tudo ocorria da mesma maneira,
muito cinza.
Eu achava que era feliz,
em meio a sofrimentos.
Não esperava nada de diferente,
ou talvez esperasse,
sem saber se era possível.

Um dia,
em meio a cinzetude inabalável da fortaleza de concreto,
vejo algo estranho no céu.
Do meio das nuvens,
daquele céu nublado
vem caido algo por terra.
Veio se aproximando,
em minha direção.

Não deu pra perceber o que era
até pousar desastradamente em meus braços,
não sem antes tropeçar
num vento que soprava.

Tinha comigo um frágil pássaro.
Tão majestoso.
Estava ferido,
parecia implorar por minha ajuda.

Aos poucos fui me envolvendo nos cuidados do pequeno pássaro.
E aos poucos também fui me apegando a ele.
Parecia que ele tinha vindo ao meu encontro de propósito,
certo de que eu seria capaz de curar suas feridas.

Logo o pássaro estava bem.
Nos tornamos íntimos,
à maneira que pássaro e menina podem ser.
Parecia que tínhamos nascido um pra outro.
Um pra cuidar, e outro para ser cuidado,
mas quem cuidava de quem?

Era tão bom estarmos juntos
e éramos tão felizes
que não conseguia nem imaginar não ter
aquele pássaro em minha vida
que, por sua vez, tornaria-se incompleta sem ele.

Meu apego e amor tornou-se doentio,
a intimidade dominou-me,
e a proteção do pássaro tornou-se a prioridade,
assim como o impedimento da distancia entre nós.
Sem perceber o coloquei em uma gaiola.
Todo o conforto e segurança.
Do que mais ele iria precisar?

Tudo ocorreu bem durante um tempo.
Entretanto, de repente,
o pássaro foi se entristecendo.
foi se distanciando de mim.
Eu não entendia o que acontecia.
O que não estava bem?
O que estava faltando?

Depois de muito tempo,
depois de nossa relação já não ser mais a mesma
finalmente percebi.
O pássaro queria voar,
queria de volta sua liberdade
que lhe é própria
do ser que não pertence a ninguém
além de si mesmo.

O cativeiro lhe foi bom,
mas sua essência o chamava,
e nem mesmo meu amor mais bastava.
Relutei por mais algum tempo,
amargo egoísmo.
Como poderia me separar do ser
que havia se tornado parte do meu próprio ser?

E diante da minha indecisão e medo da perda
de um amor profundo,
o pássaro foi se entristecendo cada vez mais.
Já não queria nem gostava das coisas de antes.
Não queria meus cuidados, nem meus carinhos.

Diante disso, relutei ainda mais um pouco,
eu também havia me entristecido muito.
E era assim a nossa relação,
a tristeza.
O que foi e o que não era mais.
Eu não conseguia entender
porque as coisas tinham se encaminhado para esse ponto.

Depois de muito sofrimento de ambas as partes,
o pássaro com seu triste olhar
me fez entender o que eu deveria fazer.

Com muita dor no coração,
e sentindo como se minha alma saísse do corpo,
abri a gaiola.
O pássaro andou em direção a portinhola
e antes de arremessar-se ao infinito, disse-lhe:
"Voe. Bata as asas e voe. Voe para longe..."
E lá se foi o pássaro.
Voou, voou...
...para longe de mim.
Foi em direção a um céu que já não era mais nublado,
mas de um profundo azul
de esperança.

E eu sozinha a olhá-lo e sem poder alcançar-lhe
só esperei
que ele voltasse,
que sentisse falta dos bons momentos,
os cuidados,
e possamos corrigir os erros
para viver apenas o sentimento.

E fiquei sozinha em terra,
apenas esperando...

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Pois é gente, estou postando já, menos de um dia depois do último texto.
Antigamente eu teria salvo esse texto e postado amanhã ou depois, para dar um intervalo.
Porém, o próprio propósito do texto me impele a divulgá-lo.
Minha inspiração corre, voa. Se ela resolveu voltar para mim, quem sou eu para lhe colocar em uma gaiola?
Deixemos o pássaro da liberdade guiar nossos caminhos, e não o contrário.

Saudações L.Hobbit.

domingo, 16 de maio de 2010

...

É. Finalmente me veio a inspirarão pra escrever. Corri para não perde-la e eis o resultado. Enjoy =)

...


Lá estavam eles.

Em mais um (re-) encontro

Cercado de risos e histórias.

Tão íntimos um do outro.

Tão unidos por uma ligação,

Que parecia nunca ter sido rompida.

Ou talvez parecessem recém conhecidos,

Daqueles que mais parecem velhos amigos,

Que no fundo se conhecem há um bom tempo,

O que não deixava de ser.


Não se cansavam de brincar, de rir,

De zombar um do outro.

Sentiam-se maravilhosamente bem.

Sentiam que voltavam aos seus lugares,

Aos seus pertencimentos.


Porém, apesar de todo esse sentimento,

Ainda não se tocavam.

Mantinham-se longe,

Talvez por medo, talvez por receio

De estragar o momento, de afugentar,

De não ser o seu querer

O querer do outro.


Como que em mútua percepção,

Fez-se o silencio.

Os olhares finalmente se cruzaram.

Quanto sentimento,

Quantas coisas que por muito tempo foram guardadas.

E finalmente...


A ligação manifestou-se em sua plenitude.

A física fez-se e desfez-se.

As ações confundiram-se com as reações,

Não sabiam e nem se importavam

Com quem fez o primeiro, simultâneo, movimento.

Os dois corpos se juntaram no mesmo espaço,

Num infinito e apaixonado beijo,

Que tanto esperavam,

E pareceu nunca acabar,

Junto com aquele dia 8 que se deitou

Num eterno descansar ∞.