Conto para alguém especial. Postagem atrasada em dois dias =)
O Jardim
Após um longo e, aparentemente, interminável sono ela acorda. Se espreguiça ainda deitada e... espere um pouco. Há algo de muito errado onde está deitada. Ela, então, abre os olhos.
O que vê ao seu redor não é nada do que tenha visto antes. Aos seus olhos surgem inúmeras plantas, flores e alguns bichos. Um imenso jardim.
Sentada em cima da grama ela se pergunta onde está. Será que ainda está dormindo? Atordoada não consegue se mover. Permanece olhando envolta.
Milhares de cores, formas e cheiros. Seus olhos se alegram, brilham. Que lugar lindo, ela pensa. E com o sorriso que transparece em seu rosto algo acontece com o jardim.
Nesse instante todas as cores ficam mais fortes. Brilham, cintilam! As formas se embelezam ainda mais. Os cheiros... Ah, os cheiros! As fragrâncias se adocicam e penetram em suas narinas como a água que desse a garganta de um sedento.
Agora a menina está rindo. Ri como nunca riu antes. E o jardim ri junto com ela que se levanta, vai brincar com ele que cresce, cresce, e se levanta junto com a menina.
Ela ri, ela dança, pula e canta. Acompanhando seus movimentos, o jardim se em beleza mais. Da onde sai infinita beleza? Ela é o jardim e o jardim é ela. Ela brinca com as borboletas, dança com as rosas, acaricia os coelhos, abraça as árvores, canta com os pássaros. Tantas coisas bonitas! Como tudo pode estar num lugar só? Estaria no paraíso?
Como que em resposta aos seus pensamentos, de dentro das folhas densas da maior e mais exuberante árvore sai um pequeno e desengonçado ser que vem ao seu encontro saltitante.
O gnomo pergunta o que ela acha do lugar. Ela pensa que para tal maravilhoso lugar não existe palavras que possam descrevê-lo. É tudo muito bonito! Seria verdade ou um sonho? Um pouco dos dois, responde a pequena criatura. Ele é um misto do que você é e o que você mais deseja. Seu mais perfeito sonho. Observando mais uma vez o espaço, ela imagina como seria viver lá para sempre.
Ouvindo as palavras não-ditas, o gnomo se manifesta com desagrado. Não podemos viver eternamente num sonho. Não deve ficar muito tempo por aqui. Mas como posso me separar de um lugar que faz parte de mim, ela pergunta. Deve ir embora, não deve viver por este lugar, ele viverá por você.
Com lágrimas nos olhos a menina faz que não. Não poderia deixar este lugar, o seu lugar... tão mágico!
Às vezes temos que fazer coisas que não queremos, diz o gnomo. Por favor, ela implorava. Então, por alguns minutos ele refletiu. Reconheço seus sentimentos por este lugar, mas não posso permitir que uma criatura como você se perca num mundo desconhecido, ficando raízes num lugar que mal conhece. Mas vejo sua consideração e seu desejo por este lugar... Então terá que fazer uma escolha. Não poderá viver neste jardim, mas poderá levar qualquer coisa daqui. Mas apenas uma.
A menina olha intrigada para o gnomo. Levar alguma coisa? Qualquer coisa? Vira-se para o jardim. Tantas coisas bonitas. Tanta mágica. E escolher apenas uma?
Ela olha as flores. Os girassóis, as violetas, as orquídeas, os lírios, as rosas... Rosas, uma vermelha em especial a encanta. As árvores belíssimas! Altas, fortes, centenárias, legais de subir, protetoras. Várias plantas, algumas com propriedades curativas, outras exóticas, bonitas. Diversos tipos de animais. Coelhos, pássaros, insetos. Mas apenas uma coisa a encantou tanto.
De volta ao lugar onde acordou, ela vê que em volta de onde estava dormindo a grama cresceu. O capim que se formou era belo. Brilhava mais do que todas as outras coisas no jardim. Ao toque do vento ele balança como num aceno. A chama para perto de si. E nesse instante todo seu desejo pelo jardim se perde. O que ela realmente quer é ficar para sempre deitada naquele capim.
Ela dá uma última olhada para trás em direção ao jardim e se surpreende ao ver que todas as flores, árvores plantas e até os animais, na verdade, são feitos de capim.
Saudações de L.H.
Quem sou eu
- Luiza Miranda
- Só mais alguém que, às vezes, busca se encontrar por meio das palavras. Também conhecida pelo pseudônimo L.Hobbit
quarta-feira, 28 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
O tempo
Muito tempo sem escrever, não por falta de assuntos ou criatividade, mas por falta de tempo (como a vida de estudante é trabalhosa e cansativa!) e confesso que o um pouco de preguiça de sua escritora, já que o pouco do tempo que me resta insiste em ser roubado por certa pessoa e eu, como posso resistir?, acabo me deixando levar por longas, intermináveis e maravilhosas conversas.
Agora aqui pensando em meus aposentos, abandonada por certa pessoa e sem muita coisa com que me ocupar (o que explica minha tentativa de por o atraso em dia), tento atingir meu objetivo ao criar este espaço: escrever mais. E nessa minha empreitada eis que me aparece outro obstáculo: sobre o que escrever? O leitor deve ser perguntar, se não escrevia há tempos, não por falta de assunto, então por que este me faltaria agora? Eu respondo, assuntos passaram pela minha mente, mas junto com eles foram o tempo e as oportunidades, o que lamento. Textos perdidos. Bem, não demorou muito para decidir sobre o que escrever. Como da última vez que escrevi o tema veio do momento mesmo. Como deveria explicar minha longa ausência tive a idéia de falar justamente sobre o tempo.
O que é o tempo?
Por trás dessa questão filosófica ainda existem muitas outras coisas.Como lidamos com o tempo em várias situações, com pessoas e ocupações diferentes?
Einstein já dizia: "Tudo é relativo". E por que seria diferente com o tempo?
Com certeza o leitor já viu o tempo passar como um foguete e outras vezes simplesmente parar;
já experimentou a sensação de se ver naquela situação mágica por um tempo indeterminado, ou será que foi para sempre?;
já lamentou por aquele momento que tão rápido como veio tão rápido se foi;
já desejou que a aula fosse mais rápida, que os programas chatos da TV acabassem logo, que o prolongado tédio se esvaísse;
já almejou que aquele beijo se tornasse eterno, que aquela pessoa permanecesse sempre ao seu lado naquele lugar, que aquela conversa entre amigos, tão engraçada!, jamais terminasse.
Da mesma forma cada um de nós já parou em algum momento e recordou daqueles tempos, aqueles tempos!, em que éramos crianças, em que éramos despreocupados, em que não trabalhávamos, em que não havia compromissos, em que não nos estressávamos a toa, em que riamos a toda hora, em que chorávamos sem pudor, ou ainda, em que éramos felizes, ou tudo isso junto.
É inevitável o sentimento de nostalgia, principalmente num momento difícil, que insiste em não ir embora.
Por outro lado como é bom sonhar com o futuro que teremos, a vida que teremos, o emprego que teremos, a família que teremos, os filhos que teremos, o mundo que teremos.
Infelizmente junto com os sonhos vêm as más perspectivas, temos medo. E o aquecimento global? as guerras? a fome? as desigualdades? Qual será o mundo que teremos?
Sob as perspectivas, boas e más, de um futuro, próximo ou tardio?; e relembrando dos aspectos, positivos e negativos, do passado temos o presente.
O presente que corre, o presente que para.
O presente que voa, o presente que descansa.
Mas por que o tempo é assim?
Por que não podemos controlá-lo?
Bem, não tenho como responder essas perguntas, mas hoje um amigo me contou uma coisa bem interessante sobre uma lenda em que o planeta Terra seria vivo (lenda de Gaya) e não só isso, ele teria um coração que pulsa e, que podemos sentir esse pulso através de nosso relógio biológico assim de acordo com o espaçamento das batidas temos uma sensação diferente com relação à duração do dia.
Quando escutei também achei estranho, mas bastante interessante.
Chegando a uma conclusão ou não é inegável que o tempo está aí, sob alguma forma.
Ele é uma força que nos controla e cada vez nos vemos mais presos a ele.
"O tempo não pára" - Cazuza
Saudações de L.H.
Agora aqui pensando em meus aposentos, abandonada por certa pessoa e sem muita coisa com que me ocupar (o que explica minha tentativa de por o atraso em dia), tento atingir meu objetivo ao criar este espaço: escrever mais. E nessa minha empreitada eis que me aparece outro obstáculo: sobre o que escrever? O leitor deve ser perguntar, se não escrevia há tempos, não por falta de assunto, então por que este me faltaria agora? Eu respondo, assuntos passaram pela minha mente, mas junto com eles foram o tempo e as oportunidades, o que lamento. Textos perdidos. Bem, não demorou muito para decidir sobre o que escrever. Como da última vez que escrevi o tema veio do momento mesmo. Como deveria explicar minha longa ausência tive a idéia de falar justamente sobre o tempo.
O que é o tempo?
Por trás dessa questão filosófica ainda existem muitas outras coisas.Como lidamos com o tempo em várias situações, com pessoas e ocupações diferentes?
Einstein já dizia: "Tudo é relativo". E por que seria diferente com o tempo?
Com certeza o leitor já viu o tempo passar como um foguete e outras vezes simplesmente parar;
já experimentou a sensação de se ver naquela situação mágica por um tempo indeterminado, ou será que foi para sempre?;
já lamentou por aquele momento que tão rápido como veio tão rápido se foi;
já desejou que a aula fosse mais rápida, que os programas chatos da TV acabassem logo, que o prolongado tédio se esvaísse;
já almejou que aquele beijo se tornasse eterno, que aquela pessoa permanecesse sempre ao seu lado naquele lugar, que aquela conversa entre amigos, tão engraçada!, jamais terminasse.
Da mesma forma cada um de nós já parou em algum momento e recordou daqueles tempos, aqueles tempos!, em que éramos crianças, em que éramos despreocupados, em que não trabalhávamos, em que não havia compromissos, em que não nos estressávamos a toa, em que riamos a toda hora, em que chorávamos sem pudor, ou ainda, em que éramos felizes, ou tudo isso junto.
É inevitável o sentimento de nostalgia, principalmente num momento difícil, que insiste em não ir embora.
Por outro lado como é bom sonhar com o futuro que teremos, a vida que teremos, o emprego que teremos, a família que teremos, os filhos que teremos, o mundo que teremos.
Infelizmente junto com os sonhos vêm as más perspectivas, temos medo. E o aquecimento global? as guerras? a fome? as desigualdades? Qual será o mundo que teremos?
Sob as perspectivas, boas e más, de um futuro, próximo ou tardio?; e relembrando dos aspectos, positivos e negativos, do passado temos o presente.
O presente que corre, o presente que para.
O presente que voa, o presente que descansa.
Mas por que o tempo é assim?
Por que não podemos controlá-lo?
Bem, não tenho como responder essas perguntas, mas hoje um amigo me contou uma coisa bem interessante sobre uma lenda em que o planeta Terra seria vivo (lenda de Gaya) e não só isso, ele teria um coração que pulsa e, que podemos sentir esse pulso através de nosso relógio biológico assim de acordo com o espaçamento das batidas temos uma sensação diferente com relação à duração do dia.
Quando escutei também achei estranho, mas bastante interessante.
Chegando a uma conclusão ou não é inegável que o tempo está aí, sob alguma forma.
Ele é uma força que nos controla e cada vez nos vemos mais presos a ele.
"O tempo não pára" - Cazuza
Saudações de L.H.
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