sábado, 17 de maio de 2008

O tempo

Muito tempo sem escrever, não por falta de assuntos ou criatividade, mas por falta de tempo (como a vida de estudante é trabalhosa e cansativa!) e confesso que o um pouco de preguiça de sua escritora, já que o pouco do tempo que me resta insiste em ser roubado por certa pessoa e eu, como posso resistir?, acabo me deixando levar por longas, intermináveis e maravilhosas conversas.

Agora aqui pensando em meus aposentos, abandonada por certa pessoa e sem muita coisa com que me ocupar (o que explica minha tentativa de por o atraso em dia), tento atingir meu objetivo ao criar este espaço: escrever mais. E nessa minha empreitada eis que me aparece outro obstáculo: sobre o que escrever? O leitor deve ser perguntar, se não escrevia há tempos, não por falta de assunto, então por que este me faltaria agora? Eu respondo, assuntos passaram pela minha mente, mas junto com eles foram o tempo e as oportunidades, o que lamento. Textos perdidos. Bem, não demorou muito para decidir sobre o que escrever. Como da última vez que escrevi o tema veio do momento mesmo. Como deveria explicar minha longa ausência tive a idéia de falar justamente sobre o tempo.

O que é o tempo?
Por trás dessa questão filosófica ainda existem muitas outras coisas.Como lidamos com o tempo em várias situações, com pessoas e ocupações diferentes?
Einstein já dizia: "Tudo é relativo". E por que seria diferente com o tempo?
Com certeza o leitor já viu o tempo passar como um foguete e outras vezes simplesmente parar;
já experimentou a sensação de se ver naquela situação mágica por um tempo indeterminado, ou será que foi para sempre?;
já lamentou por aquele momento que tão rápido como veio tão rápido se foi;
já desejou que a aula fosse mais rápida, que os programas chatos da TV acabassem logo, que o prolongado tédio se esvaísse;
já almejou que aquele beijo se tornasse eterno, que aquela pessoa permanecesse sempre ao seu lado naquele lugar, que aquela conversa entre amigos, tão engraçada!, jamais terminasse.

Da mesma forma cada um de nós já parou em algum momento e recordou daqueles tempos, aqueles tempos!, em que éramos crianças, em que éramos despreocupados, em que não trabalhávamos, em que não havia compromissos, em que não nos estressávamos a toa, em que riamos a toda hora, em que chorávamos sem pudor, ou ainda, em que éramos felizes, ou tudo isso junto.
É inevitável o sentimento de nostalgia, principalmente num momento difícil, que insiste em não ir embora.
Por outro lado como é bom sonhar com o futuro que teremos, a vida que teremos, o emprego que teremos, a família que teremos, os filhos que teremos, o mundo que teremos.
Infelizmente junto com os sonhos vêm as más perspectivas, temos medo. E o aquecimento global? as guerras? a fome? as desigualdades? Qual será o mundo que teremos?
Sob as perspectivas, boas e más, de um futuro, próximo ou tardio?; e relembrando dos aspectos, positivos e negativos, do passado temos o presente.
O presente que corre, o presente que para.
O presente que voa, o presente que descansa.
Mas por que o tempo é assim?
Por que não podemos controlá-lo?
Bem, não tenho como responder essas perguntas, mas hoje um amigo me contou uma coisa bem interessante sobre uma lenda em que o planeta Terra seria vivo (lenda de Gaya) e não só isso, ele teria um coração que pulsa e, que podemos sentir esse pulso através de nosso relógio biológico assim de acordo com o espaçamento das batidas temos uma sensação diferente com relação à duração do dia.
Quando escutei também achei estranho, mas bastante interessante.

Chegando a uma conclusão ou não é inegável que o tempo está aí, sob alguma forma.
Ele é uma força que nos controla e cada vez nos vemos mais presos a ele.

"O tempo não pára" - Cazuza

Saudações de L.H.

2 comentários:

g.winme disse...

Conheci essa lenda. Tanto que o planeta deveria se chamar Gaya, e não Terra, segundo estudiosos...
enfim...

Às vezes temos que nos acostumar com as coisas que não podemos mudar, e não nos arrepender mais do que passou e não aproveitamos, ou que foi rápido demais.
O tempo corre numa velocidade certa tentando nos fazer aproveitar todos os momentos, inclusive os chatos e tediosos.

Anselmo Barboza disse...

Luizaaaa!
Ficou realmente muito bom!^^
Cada vez q vc escreve parece q vai ficando melhor que antes!
Me amarrei na parte q vc falou q o presente eh o futuro do passado...e tb no final ("o tempo não para")


Um grande beijo pra você lu!!!
;*