Lágrimas correm por meu rosto jovem.
Já foi uma longa caminhada,
mas ainda tenho o mundo inteiro pela frente.
O pouco que vivi e o muito que senti,
lembro-me como se fosse ontem.
Talvez tenha acontecido ontem,
ou talvez seja de um passado distante
de uma breve vida errante.
E, ao momento que as lágrimas caem,
me pergunto:
porque tudo passou?
Já são 18 anos de estrada.
Sempre criança
de corpo e alma.
A existência que não cresce,
mas se abastece de sonhos.
Sonhos vividos a cada instante
Em que as lagrimas nascem e se vão.
Finita vida, pouca vida.
Muito sentido, muito a sentir.
Sonhos que tenho a sonhar.
Queridos amigos,
Vocês não vêem?
Não quero mais chorar.
Não quero as lagrimas,
mesmo que felizes,
pois elas tristes tentaram afogar meus sonhos.
Inflei meus pulmões de esperança
e segui em frente,
afinal a estrada é longa,
mas só até o fim
quando se percebe o seu real tamanho.
O fim da minha jornada será de lembranças,
doces, construídas em risos,
não em lagrimas.
Estou cansada de chorar, mas o poeta alerta:
mais vale uma lágrima sincera.
E sinceridade não me falta,
sem nenhum arrependimento.
O tempo corre e com ele
Correm as lágrimas,
Não há o que fazer.
Só não deixo a esperança morrer.
As lágrimas correm,
o coração aperta,
as lembranças dão saudade.
O passado não volta
quero ele amanhã
quem sabe estarei madura e mais velha?
Será que um dia irei querer crescer?

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