sábado, 9 de outubro de 2010

Lágrimas correm por meu rosto jovem.

Já foi uma longa caminhada,

mas ainda tenho o mundo inteiro pela frente.

O pouco que vivi e o muito que senti,

lembro-me como se fosse ontem.

Talvez tenha acontecido ontem,

ou talvez seja de um passado distante

de uma breve vida errante.

E, ao momento que as lágrimas caem,

me pergunto:

porque tudo passou?

Já são 18 anos de estrada.

Sempre criança

de corpo e alma.

A existência que não cresce,

mas se abastece de sonhos.

Sonhos vividos a cada instante

Em que as lagrimas nascem e se vão.

Finita vida, pouca vida.

Muito sentido, muito a sentir.

Sonhos que tenho a sonhar.

Queridos amigos,

Vocês não vêem?

Não quero mais chorar.

Não quero as lagrimas,

mesmo que felizes,

pois elas tristes tentaram afogar meus sonhos.

Inflei meus pulmões de esperança

e segui em frente,

afinal a estrada é longa,

mas só até o fim

quando se percebe o seu real tamanho.

O fim da minha jornada será de lembranças,

doces, construídas em risos,

não em lagrimas.

Estou cansada de chorar, mas o poeta alerta:

mais vale uma lágrima sincera.

E sinceridade não me falta,

sem nenhum arrependimento.

O tempo corre e com ele

Correm as lágrimas,

Não há o que fazer.

Só não deixo a esperança morrer.

As lágrimas correm,

o coração aperta,

as lembranças dão saudade.

O passado não volta

quero ele amanhã

quem sabe estarei madura e mais velha?

Será que um dia irei querer crescer?

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